The use of Reason and reasonable argumentation, the reclaiming of the idea of Progress and the struggle against dogma. In this post-modern world, reinventing Enlightenment is of the utmost importance.

Thursday, December 08, 2005

Dez razões para não votar Cavaco



Cavaco é feio, incrivelmente feio. Apenas uma opinião. Minha e de milhões de pessoas!

Cavaco nao lê jornais, não tem tempo para uma actividade tão mesquinha. Se ele a acha mesquinha ou não não sei mas deduzo.

Cavaco nunca se engana e raramente tem duvidas. Ora aqui, permita-me discordar caro professor: enganou-se da outra vez com o Sampaio e, estou seguro, vai enganar-se de novo com o Marocas.

Cavaco não é uma vista bonita quando se põe a comer bolo rei. Penso que disto poucos discordarão.

Cavaco acha natural que num país laico se ostentem crucifixos nas escolas. No problem man, tudo na maior, somos católicos, não é? É, pois é, por isso é que eu vou com o Mário, ele ao menos sabe dar o devido valor àquelas frasezitas sem importância na Constituição sobre a separação entre a Igreja e o Estado.

Cavaco não fala muito e quando abre a boca é pra dizer coisas que deixam o cidadão comum perplexo, como a tirada célebre da Californicação Europeia.

O homem tem uma visível dificuldade em lidar com críticas; vide a forma como respondeu à crítica que Soares lhe fez sobre ser ou não um político profissional...


Esta lembro-me eu do meu passado, bajo el cabaquismo: A resposta do homem à contestação, invariavelmente, era o cacete; assim foi no buzinão da ponte, assim foi na manifestação frente à Assembleia Nacional de milhares de estudantes, assim foi quando mandou polícias dar noutros polícias no Terreiro do Paço e provavelmente noutras ocasiões que não recordo; admito que o cavaquismo me foi pessoalmente traumatizante.

Quanto a esta razão, qualquer estudante do terceiro ou mesmo do segundo ano em Ciências Políticas a poderia dar: O homem vai criar problemas ao Sócrates, vai arranjar sarilhos, mesmo que diga que não, mesmo que a princípio não o faça; o seu próprio campo não lhe perdoaria um exercício saudável dos poderes do Presindente.


Por último: este iluminado, este salvador da pátria, representa tudo o que não quero para Portugal. Encarna os valores de um Portugal autoritário, provinciano e bacoco.

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